O dia 29 de Janeiro de 2012 foi a comemoração de um ano de criação da ACIGAMES e nós da Associação decidimos comemorar essa data com um debate sobre o mercado de games no Brasil.
Foi a primeira vez onde discutimos várias questões entre elas:
- Porque alguns preços dos jogos fabricados no Brasil, custam o preço de um importado.
- Como a logística e o imposto entre estados prejudicam no preço final ao consumidor.
- O que empresas como a Konami e a Team One que representa a Capcom, Sega, Bethesda entre outras, esperam do Brasil nesse ano.
- Quais são os planos para se produzir jogos no Brasil.
- Planos de localização de jogos pelas empresas.
- Custos até então não conhecidos pelos lojistas como o First Party Royalties.
- Problemas sobre a distribuição de games em cada estado.
- Como o Brasil está sendo visto pelas grandes empresas da indústria.
E muitas outras questões.
A ACIGAMES também aproveitou o evento para lançar:
- A revista digital ACIGAMES Magazine.
- CENJE (Cadastro Empresas Nacionais de Jogos Eletrônicos)
- Movimento “Eu tô Legal” a iniciar em 30 de Março de 2012.
- Detalhes sobre o Museu dos Games – Norian Munhoz
Contamos com lojistas de vários estados entre eles: Bahia, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Parana, São Paulo, Brasilia.
Sendo assim vamos as considerações:
Na parte da manhã tivemos um coffe break para os convidados e jornalistas presentes antes do evento, que começou as 9:00 da manhã com a apresentação da diretoria da ACIGAMES a mesa.
Apresentação da Diretoria – ACIGAMES Distribuidoras, Jornalistas e Lojistas presentes no Fórum
Após uma breve apresentação a ACIGAMES começou a falar sobre suas novidades para o início do ano.
Logo de início o Dr. Marcos Chien nosso conselheiro jurídico começa a falar sobre a importância de nos unirmos e estudarmos juntos uma forma de criar um conselho de compras ao invés de se criar uma cooperativa de compras, foi abordado pelo Dr. Chien e depois reforçado pelo presidente da ACIGAMES, Moacyr Alves que é necessário um estudo mais profundo de como podemos nos unir para melhorar o relacionamento entre os lojistas e as distribuidoras. Uma grande vantagem que percebemos claramente é que agora o lojista terá mais distribuidoras para se comprar e todos eles presentes no evento puderam perceber que terão mais oportunidades de compras no futuro.
Na sequência Kao Tokyo nosso diretor jurídico deu mais algumas explicações de como será o sistema de doação do museu brasileiro de games o museu Norian Munhoz e também falou sobre como a pessoa poderá doar seus consoles ao museu, junto com o termo de doação.
Em seguida Mauricio Tadeu Alegretti nosso 1o Secretário, falou do lançamento do CENJE (Cadastro Empresas Nacionais de Jogos Eletrônicos) algo que logo na criação da ACIGAMES haviamos planejado e que finalmente nesta segunda feira dia 30 de Janeiro de 2012 estará disponível no site da ACIGAMES. O CENJE a princípio tinha sido criado apenas para as empresas desenvolvedoras de games do Brasil, mas vamos lançar junto também o modelo para profissionais que querem trabalhar também nas lojas de games, sendo assim o CENJE passa a ser não somente para desenvolvedores, mas também para lojistas e vai funcionar da seguinte forma, as pessoas fisícas que quiserem trabalhar tanto nas lojas de games como nas desenvolvedoras, poderam se cadastrar gratuitamente pelo site da ACIGAMES, quem terá acesso ao banco de dados serão as empresas filiadas a ACIGAMES.
Depois da apresentação do CENJE a ACIGAMES e a Insidecomm representados por Luis Lopes e Luis M. anunciou o lançamento de sua revista digital a ACIGAMES Magazine, onde os editores da revista e também donos da Insidecomm apresentaram o modelo dela na Android Marketing que já está disponível através desse link: http://bit.ly/zwuC5s e também informamos que a revista já está na Apple Store através desse link: http://bit.ly/zQuOkW e que também tem uma versão em PDF da mesma no site da ACIGAMES para download que você pode baixar através desse link: http://bit.ly/z8MyQP
Por fim da primeira parte lamentamos a falta da participação das três convidadas:
Microsoft – Que disse não poder estar presente porque todos estariam nos EUA para uma conferência sobre xbox.
Sony – Tivemos várias tentativas de contato com a empresa e no final, soubemos que eles estão sem representante para a área da Sony Playstation.
Nintendo – Que aceitou o convite e depois nos avisou que não poderiam participar.
Depois de um breve intervalo do almoço começamos os debates com as empresas de game separados em duas partes, na primeira tivemos as publishers Konami representada por Anibal Vera e o grupo Team One que são as empresas: Capcom, Namco Bandai, Sega, Bethesda entre outras, representada por Jorge Ramalho.
Anibal Vera – KONAMI Jorge Ramalho – TEAM ONE
Foi muito interessante o debate entre a ACIGAMES e essas empresas onde diversos assuntos e planos foram mostrados ao público e aos lojistas do Brasil, dos pontos altos podemos destacar:
- A Konami teve um aumento no Brasil de 194% em vendas com o PES desde o seu primeiro lançamento em 2009, o Brasil é prioridade para a empresa japonesa nesse ano de 2012, teremos mais jogos da konami localizados para Português Brasileiro esse ano, a empresa também está estudando formas de baratear o preço dos jogos no Brasil, na visão da Konami os impostos e os jogos na categoria de jogos de azar deixam o valor do game muito alto, eles estão pensando em aumentar o escritório da Konami no Brasil e o preço ideal para os jogos seria de R$ 149,00 ou R$ 159,00 e que pela carga tributária hoje seria difícil ter jogos abaixo desse preço sendo importados. E por fim Anibal Vera disse que a Konami teria mais campeonatos no Brasil
Já a TEAM ONE teve os seguintes destaques: Eles vão tentar aproximar mais o Varejo do consumidor, eles pretendem fazer uma ampla campanha de marketing e também pretendem atingir todo o mercado nacional em pouco tempo, vão começar a localizar as caixas e os manuais dos jogos em Português Brasileiro primeiro e depois de mensurado o mercado todo, poderão localizar os jogos das empresas da TEAM ONE, o Jorge Ramalho tocou em um ponto muito comentado, que se reduzir o preço dos jogos o volume de vendas seria muito maior, porém ele teme o fator logística, para uma operação como essa no Brasil e ele também mencionou que com preço reduzido o mercado cinza terá redução gradativa. A TEAM ONE disse também que para melhorar a margem do logista brasileiro tem que ou mudar a forma pela tributação, ou mudar a forma de negociação, porque a margem do lojista brasileiro já é mais alta que no mundo todo, aqui no Brasil gira em torno de 30% e no México gira em torno de 20% e o que faz o lojista ter que aumentar tanto assim a margem é o alto tributo pago.
No final de nossa primeira etapa do debate nosso vice presidente Marcos khalil comentou sobre a grande dificuldade que o lojista brasileiro tem em manter os gastos com uma margem muito apertada e que os valores pagos em lojas de shoopings, for a inúmeros outros gastos como: comissões de vendedores, porcentagens do cartão de crédito entre outros custos, podem também elevar o preço dos jogos as vezes acima do preço sugerido. Ele se prontificou a falar mais com as distribuidoras e empresas para tentar chegar ao “preço dos sonhos” que seria de R$ 99,90.
Marcos Khalil – Vice Presidente ACIGAMES
Para o ultimo bloco tivemos a apresentação das distribuidoras que estavam representadas por:
- Ricardo Marques. – Distribuidora Alcateia.
- Rogério Ferreira – Distribuidora RCell.
- Glauco Bueno – Distribuidora Arvato.
- Patrick M. – Distribuidora Neo Play.
Rogério F. (Rcell) Ricardo M. (Alcateia) Patrick M. (Neo Play) Moacyr Alves (ACIGAMES) Glauco Bueno (Arvato)
Para as grandes distribuidoras muitas novidades para os lojistas, a primeira foi a apresentação da RCell como distribuidora da SONY a Alcateia como distribuidora da Microsoft e do que foi dito por essas distribuidoras podemos destacar:
- A Arvato disse que para a redução de preço o melhor caminho é a produção dos jogos no país ela vê que em no máximo em dois anos o mercado brasileiro de jogos irá mudar por completo, tendo o Brasil como um dos países no topo de vendas de games, quando foram questionados sobre o preço do jogo UFC custar R$ 200,00 e estar sendo produzido no Brasil o Glauco Bueno nos alertou sobre o problema das 1o Parties Royalties, ou seja que 70% do preço do jogo tem que ser repassado para o fabricante, por causa da pequena quantidade produzida e que a variação do dólar nesse sentido prejudica e muito o fator risco que eles tem vendendo ou não o jogo, e que o governo ainda continua sendo uma das principais barreiras na regulamentação dos jogos eletrônicos no Brasil.
- A Rcell deve distribuir os jogos em várias células de revenda que eles tem em 05 estados para melhorar a logística e o preço, mas o Rogério Ferreira comentou também que o lojista precisa se profissionalizar mais e não ficar tentando buscar mercados paralelos para revender seus jogos, a RCell também aposta na produção local para baratear o preço do jogo, agilizando assim a entrega do jogo no Brasil e a Rcell acredita que também deve-se fortalecer a associação ACIGAMES para representar ainda mais essa categoria das distribuidoras perante ao governo.
- A Alcateia ira atender a todos os lojistas por meio de uma organizada distribuição, Ricardo Marques acredita que em 03 anos a parte de games crescerá tanto na empresa que será um setor independente e terá uma estrutura única dentro da Alcateia, ela també acredita que a produção local é o caminho para a agilidade e redução de preço, prejudicando assim o famoso “mercado cinza” quanto a margem de lucros para os lojistas a Alcateia disse que será sempre apertada, porem com o crescimento das vendas será certa, mas que os lojistas precisam se profissionalizar, para o mercado que está vindo por ai, ele nos alertou também sobre o grave problema da substituição tributária do ICMS nos estados que aumenta e muito o custo entre estados.
- A Neo Play acredita que conseguira distribuir em tempo record os jogos, com no máximo um dia de atraso, Patrick disse que o preço dos jogos a R$ 100,00 é um sonho, porém com os tributos e com a margem que os lojistas querem é impossível chegar nesse valor, o que na visão da Neo Play que quanto mais barato o jogo, mais vendas teriam nos jogos lançamentos. A Neo Play pretende aumentar a linha de jogos produzidos no Brasil.
E assim terminou as 17:00 o evento com a certeza de que com mais essas respostas poderemos e muito melhorar o mercado de games no Brasil todo o evento teve streaming ao vivo para todo o Brasil através de nossa filiada Playernet e também contamos com um participante do governo, mais precisamente o Thiago Cremasco o Coordenador geral da inovação e do audiovisual que é ligado também ao ministério da cultura.
Streaming do 1o Fórum da ACIGAMES pela Playernet Thiago Cremasco do Ministério da Cultura e Moacyr
A ACIGAMES se orgulha de ter feito história novamente fazendo o 1o Fórum nacional do comércio de games do Brasil, com certeza esse será o primeiro de muitos outros que faremos, para mudar o mercado e ajudar ainda mais o Brasil na área dos games.
E Claro temos que agradecer principalmente a Fecomerciosp por ter nos cedido o espaço e o patrocínio da NC Games.
Que sentimos muito a falta do Presidente do Conselho Criativo da Fecomercio: Adolfo Menezes Melito e do CEO da NC Games: Claudio Macedo.
Agradecemos de coração a todos que participaram do fórum.
ACIGAMES.





Sony, Microsoft e Nintendo, perderam a oportunidade de entrar para a história dos games no Brasil. tsc tsc tsc…
a empresa Arvato, pode falar o que quiser, mais não pago 200,00 em um jogo fabricado no Brasil nunca, isto é exploração, sinto muito amigo, comprei meu Forza 4, Gears 3 e Halo aniverssary no Brasil mais o UFC, já importei o meu com conteúdo bônus!
Com certeza se houver a redução de encargos sobre os jogos o consumo legal irá aumentar. Todo geek gosta de ter um produto original!
Tá, um evento super importante, aí a Sony, Nintendo e Microsoft não participam. Pra mim isso já demonstra total descaso e desinteresse das produtoras no mercado Brasileiro de games. Quer dizer, se não temos nem o apoio nem a parceria das grandes produtoras de consoles e games atualmente no mundo, de que forma segue essa discussão? Não vira “chover no molhado”? Parece que as próprias empresas que deveriam se interessar por isso acham que “videogame” é coisa de criança.
É com grande alegria fico ao saber que pessoas tão competentes e dedicadas estão envolvidos no desenvolvimentos do mercado de games no Brasil.Precisamos mudar essa situação onde a pirataria imperar por causar da dificuldade de aquisição de games e consoles por meios legais, cujo preços são altissimos, além da nossa realidade financeira.
Agora sim, temos a esperança que no futuro, todos teremos a possibilidade de adquirir produtos originais e usurfruir todas as vantagens que isso acarreta.
É importante um forum desse tipo, mas a pergunta que não quer calar: quando realmente teremos valores justo por games originais?
Comprei no início de janeiro 02 games = R$400,00 !!!
Quase um salario minimo!!!
Mês que vem, é Mercado Livre na cabeça, sinto muito mais não dá pra comprar sempre em lojas especializadas…
“- Porque alguns preços dos jogos fabricados no Brasil, custam o preço de um importado.”
É o que todos querem saber.
Tava de olho no PSVITA, gosto bastante de Uncharted, mas dizem que o kit nacional custaria 1.600 reais…
1.600 é o que meu pai ganha por mês!
Esse tipo de iniciativa é essencial. Desde que consegui um cartão de crédito, maior parte dos jogos que eu comprei foi por sites internacionais. Demora para chegar, mas é muito mais barato. As excessões foram algumas promoções boas: Fire Emblem Shadow Dragon por R$49 numa loja de games, o bundle de Skyward Sword por R$169 na Fnac, ou Assassin’s Creed Revelations Signature Edition por R$149. A Ubisoft até está tentando reduzir os preços de Assassin’s Creed e Rayman Origins, mas Rocksmith está R$279… O.o
E o mais engraçado, é como um video-game portátil (Playstation Vita), apesar da tecnologia que possui, custar mais caro que o próprio Playstation 3 fabricado por aqui. Uma pessoa pagar R$1.599,99 por um aparelho de mão é totalmente absurdo. Como nós empreendedores menores conseguimos entrar no mercado, de forma correta, com preços absurdo como esse.
olha eu só gamers a mais de 12 anos! e tenho hoje 23 anos, vi o mercado de games sair do completo esquecimento!, para um mercado que consomen, mais negro pq essa carga tributaria que pode chegar a 124% do game é absurdo, o que eu achei interessante foi os lojista poxa eles querem 30% a vão se fuder! poxa como dito no mexico é 20& e o idela seria 15% como é praticado em alguns paises, o governo não ajuda com icms,ipi ,confins e eles querem30% tem que apanha de cinta como diz meu avo olha eu compro um game a cada 2 mes e original eu so quero poder jogar mais games originais e com presso justo poxa eu não vo desanimar! nem que as coisas so melhorem mais daqui 12 anos, eu ja aguentei tudo isso vo aguentar ! e um dia…. um dia eu poderei comprar o game com a unica diferennça sera a troca da moeda ou seja pagarei 99 reais por um game lançamento por um titutlo AAA, como fizeram com halo combat evolved(aniversary!) e espero poder comprar m console no lançametno pois ganho 1800 por mes e um portatil chegando a 1600 sabendo que é vendido por 250 euros, ou seja 600 reias é quease 3 vezes o valor ! eu não desanimarei! sempre apoiando mercado estou com vcs acigames e jogo justo!e abragames avante!
Não é total descaso de Sony, Nintendo e Microsoft. Podem preparar novos fóruns que eles irão, mesmo que seja pra chover no molhado. O que impacta é a alta carga tributária mesmo, ainda mais porque sofremos do efeito cascata. Não adianta o Governo baixar os impostos para o fabricante e não baixar para o distribuidor, para o transportador e para o comerciante. E nada adianta isso se o comerciante não se conscientizar que a gorda margem de lucro dele só atrapalha. Que a idéia de jogo justo não seja só marketing, só ideologia dos sonhos, pq o consumidor final não é burro. Ela tem que ser pra valer, tem que virar realidade, tem que ser forçada à existir.
Ou todos envolvidos lutam para que isso aconteça ou continuemos, pelo menos os previlegiados, à procurar o mercado cinza, que este sim vai continuar crescendo e evoluindo sendo capaz de ter mais apoio do Governo que o mercado nacional.
Pagar R$200 num jogo lançamento aqui se é possível eu tê-lo por R$104,00 comprando lá fora e esperando no máximo 30 dias!!!!! Tem site aí vendendo jogo de U$19 por R$200 ainda!!!!
Consumidor não é otário, o mercado que é com essa postura…
eu posso estar sendo meio idiota com essa pergunta, mas… porque os jogos de computador, mesmo sendo midia fisica, são mais baratos que os jogos de console???