Se teve um dia que foi importante para todo o setor de games no Brasil esse dia foi o dia do workshop de games no BNDEs do Rio de Janeiro que ocorreu nos dias 28 e 29 de Julho deste ano.
A Acigames estava presente com 08 integrantes, sendo eles:
- Presidente: Moacyr Alves
- Vice Presidente: Marcos Khalil
- Presidente de Filiação: Claudio Macedo
- Diretora Financeira: Lucia Regiane Rodrigues Alves
- Secretário: Mauricio Tadeu Alegretti
- Conselheiro Técnico: José Antonio Leal Farias
- Conselheiro Técnico de Assuntos Acadêmicos: Marsal Branco
- Representante do Jogo Justo no Rio de Janeiro: Ricardo Morgatto.
Foram discutidas e propostas inúmeras ações para a melhoria do mercado de games no Brasil, no primeiro dia houve uma série de palestras de muitos setores do mercado como desenvolvedores, indústria, distribuidores, faculdades, associações, varejistas e governo.
A ACIGAMES foi a segunda a palestrar demonstrando como o mercado de games pode crescer se houver uma revisão da taxa tributária usando como exemplo os dados do México que tem uma população aproximada de 114 milhões de pessoas e faturou ano passado U$ 370 milhões de dólares e o Brasil com uma população estimada em 203 milhões de pessoas faturou apenas U$ 255 Milhões de dólares (Fonte: IDG) de e como o país pode evoluir mediante um incentivo maior no setor para os desenvolvedores nacionais.


Palestra do Presidente da Acigames Moacyr Alves
Após a apresentação do presidente foram ministradas outras palestras com enfoque nas faculdades e a palestra ministrada pela ACIGAMES desta vez foi o nosso conselheiro técnico de faculdades o Prof. Marsal Blanco dando enfoque quanto o Brasil pode evoluir se for criado uma área expecífica no governo para cuidar deste setor dentro do governo.

Palestra do Cons. técnico de Assuntos Acadêmicos da ACIGAMES Marsal Blanco
A tarde foi a vez de nosso vice presidente Marcos Khalil e do nosso vice presidente de instituição Claudio Macedo, ambos com suas palestras mostrando o enfoque que o mercado brasileiro tem capacidade de crescer se houver uma redução da carga tributária no Brasil para games e quanto nosso mercado é prejudicado pelo contrabando e pela pirataria.

Vice Presidente da ACIGAMES Marcos Khalil Presidente de Filiação: Claudio Macedo.
As apresentações estão logo abaixo:
Após todas as apresentações de mercado, associações, falculdades e desenvolvedores foi a vez do governo:



Quem esteve presente do governo:
- BNDES – Luciane Gorgulho
- FINEP – André Castro
- MCT – Antenor Correa
- MinC – Bruno Maceio
- ANATEL – Alexandre Lopes
Após as apresentações do governo foi encerrado o primeiro dia de palestras e no segundo dia foi das apresentações de soluções, foram feitos 04 grupos cada um com pelo menos um representante de cada área para propor soluções para toda a cadeia de games do Brasil, foi muito interessante e várias soluções propostas se mostraram muito atrativas para ambos os lados, governo e empresas.


E para finalizar desses dois dias importantíssimos foi gerado esse documento que agora está em poder do governo:
Workshop para Criação de Projetos para Desenvolvimento
da Indústria de Jogos Digitais Nacionais
28 e 29 de julho de 2011
Local:BNDES
MDIC/BNDES/FINEP
Dinâmica de Trabalho dos Grupos
Os participantes do workshop foram divididos em quatro grupos de aproximadamente 10 pessoas. Na primeira etapa, foi dado o tema: políticas públicas, nos primeiros 30 minutos os grupos, de forma isolada, sugeriram projetos e mudanças sobre a temática, nos 30 minutos posteriores, os 4 grupos foram unificados e auxiliaram no entendimento e junção das ideias apontadas. A segunda etapa ocorre no mesmo formato de processo, porém com a temática: universidade, empresas e entidades.
Abaixo estão os textos originais, agrupados por dimensões de significado, essas dimensões são sugeridas pelo agrupamento que fizemos, podem ser sugeridas modificações nessas dimensões também.
TEMÁTICA: POLÍTICAS PÚBLICAS
DESONERAÇÃO E LEGISLAÇÃO:
1. Desoneração
- Incentivar o produtor nacional com um tributo em média 06% para desenvolvedor. (Lei do bem) (Lei do incentivo) Desoneração –
- Um modelo a utilizar as leis de incentivo fiscal para difundir os games.
4. Em resumo: ARTICULAÇÃO POLÍTICA (no congresso inclusive), gerando um novo foco de atenção para a industria de software/game, em termos de CREDITO, DESONERAÇÃO e LEGISLAÇÃO TRABALHISTA, incluindo possivelmente CONTRA-PARTIDAS da área em termo dos benefícios para o pais.
- Desonerar os comerciantes de games, em tributos até no máximo de 10 a 15% (desoneração)
- Enquadrar os games no valecultura (não existe ainda).
FOMENTOS, FINANCIAMENTOS E EDITAIS:
1. Criar um fundo especial PRO-GAME de financiamento da área, um programa de acesso ao credito para a pequena empresa da área. este programa deve ser adequado às caraterísticas do setor, suas empresas, startups e empreendedores diversos e que articule as instituições de fomento e ministérios MDIC, MCT, MEC, MJ E MINC, Min. Com. (1,2,3,4)
2. Criacao de Fundo Setorial de games e industrias criativas nos moldes dos demais existentes
3. Linha específica – Fundo Setorial do Audio Visual
4. Editais que incentivem consorcio entre empresas (nacionais e internacionais) no sentido de escoar a producao
5. Linha específica de capital de risco para distribuição (publisher) no sentido de escoar a producao
6. FINEPE – PRIME focado pra empresa de games
7. Mecanismo de apoio para fomentar a criação de cluster para a indústria criativa
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Colocar um projeto dentro das instituições de fomento federais e estaduais exclusivo para games. (fomento)
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Criar mecanismos de fomento .
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Financiamento/viabilização do Ecosistema
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Ampliação do BRGames com os objetivos de usá-lo como seed money para os desenvolvedores iniciantes, com julgamento amplo (universidade, desenvolvedores, associações, publishers) => prêmios de 50.000R$ para criar pequenos games completos
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Criar mecanismos de segunda e terceira rodada
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Criar FUNGAMES nos moldes da FUNCINE
ARTICULAÇÃO:
1. Ligação solida com a bancada supra-partidária que já discute esta questão
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Colocar os games como plano de desenvolvimento economico. MDIC
3. Popularizar a discussão, desde o gamer ao desenvolvedor, com sugestões praticas e concretas que vão alem da articulação intra-governamental (1,2,3)
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Incentivo aos cyber cafes sociais.
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Desmistificar o preconceito dos games, tirando eles dos jogos de azar. (desoneração)
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Projeção do Entretenimento Digital Brasileiro no mercado mundial
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Ampliação da atuação da Apex, inclusive com inclusão da Animação Digital
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Integração com o ecosistema mundial
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Classificação Etária compatível com os padrões mundiais
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Maior agilidade da classificação para evitar as perdas de receita e indução à pirataria
REGULAÇÃO E DEFINIÇÃO DO OBJETO:
1. Equiparação com a produção audio-visual e marco regulatório
2. Tratar o game como cultura e arte e tecnologia. (junto com equiparação, grupo
3. Processo ágil de reclassificação de games, buscando superar os gargalos que atingem especialmente o pequeno desenvolvedor (1,2,3,4)
4. Formalizar as áreas emergentes no julgamento de mérito e carreiras no âmbito da CAPES/MEC. Em qual área os games entram?
5. Definir os contornos politico-economicos de um país que produz bens intagiveis (sistematizacao de propriedade intelectual) (1)
6. Ciencias exatas para as ciencias humanas. Transversalidade dos games. Caráter multidisciplinar. Relacionado a sistematização da propriedade intelectual)
7. Incluir a area de conteudo, hardware , software.
PESQUISAS E INOVAÇÃO:
1. Mapeamento dos mecanismos existentes de Politicas Publicas
2. Mapeamento da cadeia produtiva
-
Utilizar as incubadoras para as empresas e academia e incentivar mais incubadoras e pólos (cluster e pólos – lab. compartilhados)
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Steam nacional, pacotes especiais para o Brasil. (vai para iniciativa privada – já tem um canal para distribuição de software livre – bitributacao – fomento para a distribuicao)
TEMÁTICA: EMPRESAS, UNIVERSIDADES E ENTIDADES
ENTIDADES
1. Fortalecimento e Profissionalização das Associações pra centralizar esforços de integração entre empresas e universidades
2. Levantar numeros do setor: sistema de informacao da industria brasileira de games (ver o que existe para software no Softex);
3. Criar cooperativas de credito mutuo empresarial (a ex. da Santa Catarina)
4. Promover maior integracao e parcerias de negocio entre as diversas empresas da cadeia de valor de games (associações)
5. Associação Nacional de Ensino de Games, com objetivo de articular a discussão com o MEC nas questões de aprovação de cursos, flexibilização das exigências de titulação por prazo determinado para áreas de conhecimento inovadores e/ou emergentes. (valorização do notório saber.
6. Associação de classe (empresariais) devem mapear e disponibilizar as necessidades do setor em relação a formação de profissionais, cadeias produtivas, questões tributárias, etc (3)
7. Juntar forças da ABRAGAMES com a ACIGAMES em prol de uma representação mais forte e de trabalhar a imagem dos games como indústria e produto.
8. Aproximação das entidades representativas de games e audiovisual (indústrias criativas)
EVENTOS
1. Fortalecimento/Criação de eventos de negócios (2,3) (bgs, EGS, gamefest, Rio Content, Rio Info, SBGames)
INTERCÂMBIOS E CAPACITAÇÕES
1. Intercambio internacional entre empresas e universidades.
2. Programa Internacional de Capacitação – Inspirado nos PIC Anima / PIC Doc (2,3)
3. Organizar-se e fortalecer o setor para propor a APEX um plano setorial de promocao comercial no exterior (ver exemplo do audiovisual com softex)
4. Desenhar, em conjunto com as universidades e com o Sistema S programas de capacitacao em gestao, inovacao e novos negocios para a area de games e industrias criativas
5. Incentivo a cooperacao, intercambios e redes cooperativas de pesquisa e desenvolvimento entre universidades
6. Criacao de programas e bolsas de iniciacao cientifica, mestrado e doutorado para games no pais e no exterior
ARTICULAÇÃO
1. Organizar forum de competitividade da industria de games (mdic)e/ou camara setorial de games (minc); (conselho nacional de política cultural)
2. GAME CLOUD (KNOWLEDGE BANK do Ecosistema de games) – Fórum on-line para integração da cadeia com banco de currículos, oferta de vagas, e discussões de questões comuns como currículos, job descriptions, tributação, registro de IP, legislação. A ser criado e mantido pela ACIGAMES.
3. Criar uma rede de cooperação entre academia e empresa;
4. Fomentar o aparecimento e crescimento de incubadoras de industria criativas junto ou próximo de universidades => articular com Anprotec
5. Estimular o desenvolvimento e a co-produção nacional e internacional;
6. Estímulo de desenvolvimento de produções transmídia. (relação audiovisual já referida)
DIRETRIZES DE ENSINO
1. Criação de uma normatização no MEC da formação de desenvolvedores de games por ser esse curso de formação interdisciplinar; (sesu/setec)
2. Os estudantes são formados com uma formação artística e com defasagem em tecnologia. Possibilitar aos estudantes uma visão mais abrangente entre artes, tecnologias e comunicação e gestao;
3. Dificuldade de enxergar as instituições de ensino entre ciência da computação e ciências artísticas;
4. Mudança da forma de avaliar os cursos pelo MEC. Criação de uma comissão de avaliação interministerial com participação de especialistas. Algo mais voltado para avaliações de impacto no mercado e na academia;
5. Mapeamento das competências e habilidades acadêmicas;
6. Criacao de programa de apoio a novos cursos, laboratorios e departamentos interdisciplinares e interinstitucionais articulando as competencias de TIC, Comunicação Social, Design, Letras, Administracao, Artes, Psicologia entre outras.
A ACIGAMES tem muito a agradecer a todos os seus participantes em especial a seus diretores presentes no evento, que fizeram toda a diferença e tambem um outro agradecimento aos integrantes da faculdade FEEVALE que foram fundamentais na criação desse Workshop.
ACIGAMES – Associação Comercial, Industrial e Cultural dos Videogames.